segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ao meu amigo João de Castro Nunes

A questão Deus e o Homem não suscitam já grandes dúvidas neste estágio evolutivo em que nos encontramos.

Considerando este estágio primário, em que a humanidade ensaia os primeiros passos rumo ao reencontro definitivo, consigo mesma.

Relativo ao Quaternário Sistema, entretanto neste compasso binário brilhantes mentes já atingiram incríveis “ritmos iluminados”.

Seja como arte, e nada há mais belo que a arte exercida pela palvra, seja pela ciência e muito rara através da iluminação...

Claro que a luz para se refletir exige leveza, transparência, e esta transparência tem como pressuposto o desapego.

“Honesto estudo”, o talento fruto do exercício – reminiscências de vidas passadas, osegundo Platão – equilíbrio entre o amor - fator sensitivo – e saber – fator cognitivo, resultando em estado de consciência e evolução.

Conquanto grandes Teogonias orientais e já também as ocidentais contaminadas pela falsa idéia de Maia vejam tudo como não existência...

Mas o homem segue ainda assim edificando-se na maior das magias interagindo entre o Ego Solar - partícula divina ou Crística, Espírito, Deus Homem, com o Ego Humano, conjunto material, seu espelho transitório ou máscara da ilusão.

Todavia este conceito de ilusão vem sendo muito mal interpretado quando nega a existência transitória, numa dialética fantasiosa delegada aos confins da fantasia
construída com engenhoso jogo de palavras...

Embora clara no conceito de Maia, cuja sentença expressa definitivamente o conceito genial de que: “o que é não precisa ser provado” – Sat, Parabraman, Substância – “e o que não é pode ser provado” – as formas concretas desde a menor párticula ao unverso.

E o que pode ser provado? As formas transitórias que não guardam o princípio de eternidade, todavia não se lhe pode negar a existência relativa, que as mentes fantasiosas ensejam aniquilação permanente.

Claro que aquilo que não é Eterno não existe, inclusive o próprio Universo, conquanto verso do Uno cumprirá a sua duração relativa e nela a grande magia que faculta ao homem transformar a sua existência transitória em eternidade.

Neste supremo ato e ao longo dos trilhões de anos que nos cabem como prazo de realização pessoal, em pleno uso do nosso livre arbítrio e no sentido exato do real religar operar-se-á o milagre da eternidade.

Quando? Assim que o filho das necessidades ora na terra – e não é também correto chamá-lo de filho da terra, por ser filho de sistemas passados e caminhante por outros sistemas futuros – se unir à partícula solar ou divina, tornando-se aí real e eterno renascido de sua ilusão, personalidade ou espelho.

Mas a questão da eternidade única e intrínseca ao Absoluto onde no homem, enquanto deus interior reside?

Reza a simbologia Hindu e de certa maneira todas as escolaa metafísicas que reside na câmara secreta do coração, num ponto infinitamente pequeno chamado Vibhut, onde na condição de Bodisatwa e Lakshimi zelam e aguardam o despertar do homem para se manifestarem.

E então já despertos subindo ao alto da cabeça aí desabrocham no lótus das mil pétalas, em amarelo ouro e púrpura, formando a grande coroa brilhante dos iluminados.

Em síntese Deus e Homem interagem mais ao menos assim, e deste magistral jogo é que o Mestre repete: "do ilusório conduz-me ao real, das trevas conduz-me à luz".

Em tempo oportuno conversaremos sobre o homem e a sua contituição Teosófica.
COM DEUS NO CORAÇÃO

Deus meu! no mais recôndito lugar
dos corações, talvez nas coronárias,
sei que resides... sem questionar
as tuas outras residências várias.

Pelo que ao meu respeita, a cadeado
te tenho ali fechado, não vá ser
que alguém, perverso ou mal-intencionado,
de lá te queira ou tente remover.

Ali ninguém te ofende, te garanto,
teu nome proferindo em esperanto
ou com grosseiros termos de almocreve.

Enquanto lá tiveres residência,
em causa ninguém põe tua existência
nem com letras minúsculas te escreve!

JOÃO DE CASTRO NUNES

Coimbra, 21 de Setembro de 2009.

sábado, 19 de setembro de 2009

CRUCIAL DESASSOSSEGO

Para o meu Amigo Júlio Teixeira,
meu místico ... "irmão de armas"

Onde te escondes, Deus, que não te vejo?
que aspecto tens, como é a tua face,
qual é, deveras, a palavra-passe
para te contactar, como desejo?!...

Que nome tens nos vários idiomas
falados sobre a terra, cada qual
com sua construção gramatical,
seus sons, suas cadências, seus aromas?

Onde é que tens a tua residência,
como é que lá se chega, quando um dia
vier a ser... a minha moradia?

Podias-me dizer... sem nenhum medo
de eu revelar, traindo, o teu segredo,
caso me faças... essa confidência!

JOÃO DE CASTRO NUNES
LUSICIDADE

A minha pátria, além de ser o solo
onde nasci e minha mãe cantava,
enquanto em braços me embalava ao colo,
na mesma língua que Camões falava;

a minha pátria, ou seja, o território
a que me afeiçoei desde criança,
não por ter sido outrora um grande empório,
mas por de meus avós ser uma herança;

longe de ser apenas o idioma
que derivado do falar de Roma
espalhando se foi pelo universo;

a minha pátria é toda a minha gente
de qualquer raça, cor, falar diverso,
que ao nosso jeito ainda vive ou sente!

JOÃO DE CASTRO NUNES

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Saga de espinhos


Tenho por dever criticar o que julgue necessário, sem submeter minha opinião a ninguém.

Não creio em opiniões superiores à minha, nem inferiores.

Sendo eu guerreiro e monge minha espada é a palavra.

Cada cidadão deve ter a medida e a desmedida das coisas que se possam traduzir em palavras e temos, afinal, palavras!

Na minha medida entram como elementos fundamentais a ética e falta dela, a moral e da mesma forma a sua falta e um mínimo de estética... Já o nível intelectual é mera forma de dizer a coisa.

A maneira mais culta ou menos culta não faz muita diferença, desde que inteligível e a mensagem seja honesta.

Venho há tempos combatendo a farsa e a hipocrisia do “politicamente correto” por servir e ter mesmo sido criado para atender os interesses de uma corrente da esquerda oportunista desejosa de poder, que inveja o sucesso pessoal de quem vence pelos próprios esforços.

E em tempo de baixo oxigênio mental dos governantes do mundo, muito especialmente
ausente no caso Brasil, o que causa espécie é a forma como se baixam as calças e se entregam reservas, divisas e a alma nacional de esfaqueia pelo exemplo corrupto que seus mandatários diariamente abastecem a mídia isenta... Já também muito rara.

E tudo para enriquecimento pessoal, e popularidade a qualquer custo.

Esquecem os senhores governantes duas coisas fundamentais: os grandes homens não foram populares nem se expuzeram na mídia torrando altas cifras do dinheiro do povo; e a outra é que não são eles artistas que precisam da popularidade, embora os governantes cuidem das aparências com toques retoques e botox tudo pago com cartões corporativos e à custa da fome do povo.

E a coisa soa muito claramente assim: artistas sem popularidade não fazem sucesso e ficam condenados ao ostracismo na sua pobreza material, não obstante a sua riqueza espiritual os trazer mais próximos de Deus;
Enquanto os políticos que procuram a qualquer preço a popularidade, só provocam tragédias...

Hitler, Mao, Stalin, Mussolini, Fidel etc. e os mais recentes candidatos ao estrelato Chavez, Lula, Morales... Nivelados pelo mesmo ignóbil desejo de poder e fome insaciável de abocanhar para si nações com tudo quanto dentro haja, e até os povos a quem pretendem escravizar.

O modelo ocidental não vou aqui explicar como funciona, mas Gramsci e sua corriola imperam no Foro de São Paulo, no caso latino americano e do caribe, numa espécie de disfunção intestinal que estranhamente ocorre no cérebro dessa gente pequena que quer ser grande.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

VITÓRIA DO LÍRIO

Não sei o que seria de mim se a minha alma não fosse simples como o lírio do campo! Nas crises profundas, um simples orvalho da manhã renova o lírio e refrigera minha alma.

Muitos orvalhos de varias naturezas alegram minha alma. Um simples gesto de cortesia de alguém que passa na rua, o sorriso puro de uma criança, pronto... Mas os orvalhos são como as gotas do sereno noturno em manhã fresca, cediça ao dia quente e ensolarado.

Vale aquele momento e não é possível prolonga-lo para dar alegria onde há tristeza e meia morte... Para quê, por analogia não haja meia vida e meia verdade.

A medida adquirida pelo meu entendimento da simplicidade e como ela deve ser ante os gestos mais comezinhos de civilidade, não a quero por aí a servir de padrão nem arquétipo de nada. Vale aqui como mero registro de quão raros são os gestos brandos do mundo.

Resta-nos o sorriso das crianças, o sorriso inato. Felizmente minha alma é simples como o lírio do campo, que vai sobrevivendo no pequeno espaço que ainda lhe resta; cada vez menos espaço e menos campo, mas sobrevive.

Apesar das tragédias a poesia, semelhante ao lírio, também sobrevive. E se a questão se resume à sobrevivência, não é necessário dizer mais nada; afinal, heroicamente a vida resiste, restando-nos lamentar as espécies já desaparecidas.

domingo, 13 de setembro de 2009

Atualidades

Na revista
71 a 29
sábado, 12 de setembro de 2009 | 0:36
“A pesquisa do Ibope, a esta altura, tem um peso limitado. Mais do que representar a certeza de um sucesso de José Serra, ela representa apenas a certeza de uma derrota de Dilma Rousseff. Ninguém jamais perdeu o segundo turno por 42 pontos”

José Serra: 57 pontos. Dilma Rousseff: 23 pontos. Esse foi o resultado da última pesquisa eleitoral do Ibope, realizada entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro. Os dados correspondem ao que os principais candidatos a presidente da República obteriam num segundo turno, incluindo os votos brancos e nulos. Contando só os votos válidos, José Serra derrotaria Dilma Rousseff com uma folga espantosa de 42 pontos. Na ponta do lápis: 71 a 29.

Caso alguém se interesse por detalhes metodológicos, foram consultados 2·002 eleitores, em 142 cidades brasileiras. Margem de erro: 2 pontos a mais, 2 pontos a menos. A pesquisa ficou escondida até agora porque foi encomendada pelo próprio Ibope, que faz um acompanhamento permanente da disputa presidencial. Em menos de duas semanas, o instituto realizará outra pesquisa, dessa vez para a CNI. Se os números continuarem iguais, a candidatura de Dilma Rousseff desmoronará.

Além de pesquisar o segundo turno, o Ibope pesquisou também, nos mesmos dias, o primeiro turno. Os resultados foram publicados por O Globo, na última quarta-feira. Pode anotar:
José Serra, 42%
Ciro Gomes, 14%
Dilma Rousseff, 13%
Heloísa Helena, 7%
Marina Silva, 3%

Quando Heloísa Helena é retirada da lista, Dilma Rousseff empata com Ciro Gomes e Marina Silva, considerando-se a margem de erro. Isso quer dizer que ela pode estar até mesmo em quarto lugar. A campanha presidencial ainda está longe. Os candidatos nem foram escolhidos por seus partidos. A pesquisa do Ibope, a esta altura, tem um peso limitado. Mais do que representar a certeza de um sucesso de José Serra, ela representa apenas a certeza de uma derrota de Dilma Rousseff. Ninguém jamais perdeu o segundo turno por 42 pontos.Se os dados permane-cerem inalterados por mais algum tempo, ocor-rerá uma debandada dos atuais simpatizantes de Dilma Rousseff, com o peemedebista maranhense pisoteando atabalhoadamente o pedetista paranaense.

Mas a debandada atingirá também uma ala do PT. Já há quem tenha se acertado com José Serra. Antonio Palocci costuma ser visto como uma alternativa a Dilma Rousseff, se a candidatura dela continuar perdendo terreno. Na realidade, Dilma Rousseff irá até o fim, tentando arrumar um lugarzinho no segundo turno, impulsionada pelo departamento de propaganda de Franklin Martins. Enquanto isso, Antonio Palocci se ocupará de construir uma ponte entre Lula e José Serra, impedindo as manobras golpistas dos aloprados do PT e garantindo a imunidade lulista no governo do PSDB.

No fim de agosto, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, disse a VEJA que a candidatura de Dilma Rousseff seria derrotada. O que já dá para medir agora é o tamanho dessa derrota.

Por Diogo Mainardi