Mostrando postagens com marcador Mãos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mãos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Espelho Quebrado

Algumas pessoas confundem a máxima ocultista “olhar para dentro”, com o gesto instintivo de atolarem-se em seus dramas e pesares, esquecendo-se completamente de olhar para fora a fim de ouvir e sentir o que o mundo tem a dizer e o que as pessoas andam a calar.

Todo o buscador que leva ao pé da letra olhar dentro sem fora olhar, nada vai encontrar dentro; exceto seu coração a bater em compasso quaternário; quem não olhar muito respeitosamente fora, prestar atenção à voz dos homens e ouvir com atenção a voz do mundo, talvez não ouça o seu próprio coração a bater, mas ria muito sem saber do que ri!

No mais são dramas antigos, apegos do egoísmo arcaico em um cegar-se tão completamente ante a luz lá fora, que o dentro torna-se cada vez mais próximo do início ao rés do chão.

Não como a teoria científica de voltar ao Chipanzé, que nunca o fora, porém recuará ao reino do puro instinto, se a boa e luminosa mente não for despertada, exercitada... No seu tempo. Que o tempo não pára mesmo de passar!

Temos então diante da teoria ocultista o pensamento como cavaleiro da melancólica emoção terrena, e não ao contrário.

Depois de tantos caminhos percorridos a cair e a levantar dentro da forma primária do ego pré-histórico, e ainda a emoção é que banha a alma, que se diz buscadora e vive em mar de trevas com seus dramas?

Ainda em trragédias por pequenas perdas, farrapos de uma velha colcha de retalhos no varal ao sol a secar, outras ainda de molho, dentro de um tanque ou balde plástico?

São apenas fantasmas, fiapos de si mesmos a chorar ante o espelho quebrado.

É que muitos preferencialmente fazem homenagens à própria vida, o que é muito bom se o fizerem em forma de saúde física, mental e psíquica.

Já as homenagens festivas muito pessoais ao corpo e seus adereços serão fúteis, porque à vida real negam e limitam ao tamanho de uma personalidade efêmera, em reduzida homenagem a máscara férrea.