
De uma porção de pó rolando céu abaixo até de pó de estrelas
em esterco converter-se, veio vindo e homem fez-se, finalmente!
Fez-se gente e de carne alimentando-se já em carne animado o homem come tudo,
come a carne, o peixe, o bode, come os sólidos e bebe os líquidos,
e tudo a esterco reduz, a meio às trevas e que vai, ainda que, buscando a luz...
Em esterco pisando segue e vai já acima dele fruto do pó de estrelas,
embora renascido do esterco e da carne que come, defecando o que não serve, sai...
Pó de estrela
ResponderExcluirNo rasto de Teixeira de Pascoaes
Fruto de milenária evolução
e de matéria orgânica formado,
antes porém do meu presente estado
fui luz de virtual constelação.
Vim das galáxias, sabe-se lá quando:
talvez já fosse pedra, lama ou flor
que em espiral se foram transformando
por obra do Supremo Criador!
Bicho da terra, como diz Camões,
matéria vil de vísceras e ossos,
sujeita a toda a casta de emoções,
ufano-me de ser, em todo o caso,
entre montões de cósmicos destroços,
o pó de alguma estrela… em seu ocaso!
João de Castro Nunes
Já agora não mais pó, nem também em seu ocaso...
ExcluirFez já agora homem pensante
Eisso não mais acaba.
Na memória do Eterno, naturalmente,
que na do homem propriamente,
mal dura uns instantes!
Quando escrevo os meus poemas,
ResponderExcluircomo jóias trabalhados,
seguro estou que esss gemas
os seus dias têm contados!
JCN
Assim faz quem sabe e pode,
Excluirassim vê quem lê e sabe,
quem de mão atadas nada acabe
acaba inberbe de bigode
Com bigode ou sem bigode
ResponderExcluirhá quem não chegue a crescer,
vivendo conforme pode
sem nada saber... fazer!
JCN