segunda-feira, 30 de junho de 2014

DEUS É BRASILEIRO


Fala-se a boca pequena e grande, na verdade em todas as bocas se fala que Deus é brasileiro.

Acredito e terei certeza absoluta disso, se seu povo der uma guinada em frente, nestas eleições e tirar o pt, pois é certo, certíssimo que se de fato Deus é brasileiro, o pt é o DEMO, quase dando o golpe fatal nas liberdades e livre arbítrio das pessoas de bem...

Mas divino certamente é, como são todas as nações, as grandes famílias coletivas. Portanto os regimes que usam a destruição das famílias não são divinos, sequer humanos, pois o que os move é o ódio ao outro enquanto ente que atrapalha sua voracidade e sede de poder ditatorial.

Os lideres comunistas são na verdade pessoas solitárias, amargas, via de regra inúteis, e alguns abestalhados falam asneiras pelos cotovelos, como o nosso palhaço do planalto, luiz da silva nove dedos, com seu neurônio do mal quase sempre bêbado.

Inseto mental seria uma boa classificação para esse verme moral e ético, mas até no pântano existe ordem e o respeito ao meio ambiente exige que insetos e vermes não sejam comparados com essa singular e abjeta figura ainda sem adjetivos na língua portuguesa para denominá-lo.

Pessoalmente peço perdão aos vermes e aos insetos e vou chamá-lo assim. Afinal existem também vermes e insetos do mal, que lhe servem de exemplo.

Queridos amigos, estou saindo. Vou ali à Capital.


Desculpem a economia de palavras, mas além de buscar a incansável síntese de dizer muito com pouco, se fosse possível só com uma palavra e evoluir até uma letra, hoje ainda tenho que ir à capital! 

domingo, 29 de junho de 2014

CAMINHO II

Amigos, vós que diariamente aqui vindes de muitas partes do mundo, sim eu sei, de onde vindes; a ferramenta me informa o número de visitas e a origem de onde são, ou onde estão!
Tomara o Brasil renasça dessa brasas das Minas Gerais, tomara renasça das cinzas da corrupção e bana o vermelho pra longe daqui

Tomara Ivonilde, tomara Priscila... Luislinda, tomara Brasil Cresça, glosando esta editar, e prosseguir num rumo lógico, colorido, belo, assim como é "legítimo" e da "gema", como diz o povo e restaure a sua aura que era bela e sem fome, como  querem nos enfiar goela abaixo, que antes era a fome e não é verdade não era a fome, o brasil nunca passou fome na sua integra natureza universal, como povo, exceto em bolsões de inúteis, e estes nos guetos  do mundo, que são as sombras de uma alma nacional, maior, infinitamente maior que a sórdida face sórdida da alma que goela abaixo do povo acusado de que passou fome, vestindo-lhe essa roupa de pobre, insistindo esse maldito partido com isso, se o Brasil é e sempre será RICO, como nenhum outro no mundo, na sua excelência rica,  bela, e boa!

Chega dessa farsa de que éramos pobres, e agora somos ricos, quando na verdade ricos somos, mesmo, sempre e mais, mas sem essa esmola que nos dais, imundos seres das trevas vestidos de gente petista.

Chega de gatunos, espertos, vagabundos, como de ícone o senhor lula, ainda aquele a quem collor acertou ao lhe acusar de incapaz, de ser competente, de pregar um prego, numa barra de sabão.

Como com esse, não só inábil da mãos, mas de alma, que é rude e sentimento não tem, devido o que confessara sexualmente com a cabrita, e um jovem braslileiro, que, segundo ele, lhe resistiu ao estupro.

Sim, senhor Luiz Inácio da Silva, sem o lula que é uma farsa o lula, o senhor como pessoa nada mais merece de que eu repita, fazendo coro a milhões de brasileiros, senhor luiz inácio vá pra puta que o pariu, com o perdão de vossa mãe, apesar de quem, ela nos legou, que desejo de coração: lula vai tomar no CU! seu verme humano.

Em nome do belo, do bom, do legitimo povo rico brasileiro.

Júlio Teixeira de Lima
do alto de um sítio, da casa onde moro ao norte de meu país real, VIVO, verde e amarelo, azul e branco...

Vá e gire o mundo em boa nova como pomba branca da paz e traz de volta meu país!

Vão os vermes que infestam as prosperidades das cidades e ervas daninhas nos campos!


Restaure o Verde e Amarelo Azul e Branco e chega de vermelho sangue nas ruas!!!

sábado, 28 de junho de 2014

CAMINHOS...

CAMINHOS...
Todos os caminhos do céu passam pelas trilhas e curvas da terra. Em cada trilha uma colorida tela de um lado, e uma de cor escura no outro; mas pelo centro vê-se uma tela neutra furta-cor para uns, neutra totalmente para outros e até uma cor “púrpura”, para os videntes!

E em cada curva uma pausa ou uma quebra para inicio de alguma nova trilha, que vai dar ou não a algum novo lugar.

Presta atenção, caminhante! Não há lugar real aonde ires por vias terrestres, porque se desfazem com o tempo assim que vás em frente. Mas tu precisas caminhar como os pés no chão e então segue caminhando, certo de que esse caminhar é uma ilusão, sim, mas caminha sempre em direção ao horizonte magnífico, pois nunca está quando te aproximas dele! Por isso ele é magnífico e te faz caminhar, caso busques um horizonte, naturalmente!

Sim, há um lugar que depois de exausto e já cansado percorrendo essas trilhas, parando nessas curvas e a tudo vendo com os cinco olhos, com os cinco ouvidos ouvindo, se ainda ou já tiveres o que falar, fala através das cinco janelas a sentença com apenas cinco palavras.

Ah, mas que palavras serão essas? Descobre! Mas hão de trazer escritos os valores utilitários das cinco etapas, das cinco virtudes, as chaves das cinco portas, e serão escritas com cinco letras... Para depois bateres na sexta e na sétima e elas se abrirem numa só palavra para cada uma dessas duas últimas portas se revele os sete segredos, quando deves depreender que se cada palavra revelar os sete segredos, também sete letras terá cada palavra; mais as cinco que já a essa altura terás conhecido, e estás pronto para entender o oitavo princípio...

Não te assustes nem estranhes, ainda que não compreendas os enigmas, mas como estão escritos nos cinco dedos de cada mão, e tu tens cinco dedos, ou não?

Tudo e todos os saberes estão dentro de ti, mas precisas saber procurar... Antes, todavia, fora com clareza saberás já distinguir uma ameba de uma galáxia, com todo o respeito a uma ameba e a uma galáxia!

Entendes o que te digo? Se entenderes, faz como Platão: celebra os poetas e depois os expulsa, se pretendes ser estadista ou pragmático construtor de pontes físicas, por onde outros haverão de passar em segurança!   

Senão bebe com eles, embriaga-te, se embriagado melhor entenderes a alma dos poetas... Mas dos falsos profetas que são também os falsos filósofos, afasta deles os olhos e principalmente as tuas narinas, para deles nem o mesmo ar respirares...


Está bem? Ouço em silêncio a tua voz dizer que sim, então está bem!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

CAMINHO A TRÊS POR TRÊS (CANÇÃO)

https://www.youtube.com/watch?v=0vMFSZ7hHPI



Caminha andarilho sobre as brasas da iniciação, caminha de encontro ao teu peito, onde ressoa perfeito esse dom, essa canção.

Caminha andarilho sobre o tempo de passagem por aqui, onde estás, onde andas que por si o universo se expande só por ti. 

Caminha a pés descalços de vaidade, despido de agonias e heranças passageiras, que ligeiras se desmancham, fantasias.

Nada temas, andarilho do destino que teceste pela vida em milhões de anos em cada célula do corpo, em cada alento do teu ar.

Nada temas, tecedor do teu caminho, em cada pedra e no cadinho aonde teu ouro vais fundindo a frio e quente enquanto gente.

Nada temas fingidor de personagens que, noutras paragens as deixaste para trás, e hoje vais só contigo só e teu grande senhor.

Vai irmão do universo e faz desse reverso o teu eixo, o teu lar onde tormentas e desditas já não podem penetrar.
Vai irmão das areias e dos desertos, das formigas e dos insetos, filho dos metais, das árvores e rei, já e ainda no trono dos animais.

Vai irmão maior onde o menor és tu, e o melhor também, porque vais nu e és tu, só tu nesse universo onde não cabe além de ti, ninguém!

Caminha andarilho, nada temas, vai irmão das areias e dos desertos segue esse horizonte aberta em tua frente e no céu de tua mente.

Caminha andarilho, nada temas, vai irmão das chamas, do vento, do espanto e de quantos venhas cinco vezes a escutar.

Caminha andarilho, nada temas, vai irmão das matas, das onças, das borboletas, das manhas, verdades e mentiras a falar...


Se vós tiverdes para falar voz, se  voz tiverdes para calar a sós! 

CURSO DO MUNDO



Enquanto cortava o meu cabelo, sentado na dita cuja cadeira do barbeiro, fechei os meus olhos e veio-me a lembrança um vídeo que vi recentemente comentado por historiadores americanos e portugueses, sobre as grandes navegações de Portugal...

O americano comparava com o feito das conquistas espaciais por eles, e sem mais afirmava o feito português muito superior ao deles, devido, inclusive o grau de dificuldade.

O feito americano certamente teria sido uma conquista tecnológica, mas a portuguesa, além da insipiente tecnologia da época, teria sido um feito gigantesco da humanidade, que mudaria o curso do mundo.

Sem dúvida!

Mas dessa viagem pelo tempo, inevitavelmente chegaria ao presente, quando o Brasil, razão maior concreta e oculta daquele feito, ora todo mergulhado no fosso da desinformação e desrespeito ao seu povo, que é o fruto legítimo daquelas conquistas memoráveis.

E naquele instante, trazidos por eles, viera à minha memória o sabor da manga e do coco vindos da Índia, o cheiro do café, vindo da África, o sabor das frutas europeias, os sabores da culinária universal e os cantares, o som da viola e tantas heranças benditas desse feito glorioso, que de repente abri os olhos e vi o povo desfilando altaneiro nas pessoas plurais que por ali estavam e outras que passavam na rua. E este é o grande feito!

E sem qualquer reserva moral nem freio ético, acuso de má fé os vendilhões que difamam o nosso passado e desrespeitam este povo, legítimo fruto, e que fruto magnífico, dessa epopéia grandiosa!

Sim, a desinformação interessa aos ineptos e oportunistas movidos pelo ódio e pela inveja, únicos combustíveis dessa gente negativa da esquerda atrasada e sanguinária, ora desgovernando o Brasil através da quadrilha do pt  que tem por inspiração a fome e a morte, por onde passa.

Foi assim que ao terminar de cortar o meu cabelo agradeci e paguei ao barbeio e vim embora. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

CURTO GROSSO E SEM GRAÇA NENHUMA


Será tudo isto verdadeiro e o mundo existe, mesmo? Nós somos o que somos realmente?

As galáxias em continua expansão assustadora, os planetas girando em torno de si e gravitando em torno de alguma estrela, e nós, rodeados por tudo isso, ah, nós rodeados por tudo isso acreditando ser feitos à imagem e semelhança do criador vendo gente comendo gente, literalmente, postando fotos na internet da partilha das partes!

Quereis que eu fale mais o quê? Ah, sim, onde acontece esse crime? O das fotos na internet, na Coréia do Norte! A causa? Falam que é a fome... Na Venezuela, que nada em petróleo já falta tudo, até urnas funerárias para enterrar seus mortos...

Cuba mata seus desafetos por qualquer coisa ou até por uma mosca caída no prato dos castros.

Esses são retratos do socialismo. Sim, que se mantém com retóricas e fantasmas que eles criam e chamam de capitalismo, não que alguma prática capitalista não seja também altamente negativa, mas...


Imaginar a anarquia como síntese desses movimentos socialistas que arrastam à morte e à miséria seus povos em nome de uns grupos sanguinários sem imediatamente prever desordem, caos e canibalismo é sonhar permanentemente a preto e branco e desconhecer os preceitos ainda que rudes do amor.  

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Em Homenagem ao Mestre dos Mestres, na sua própria fala honrosamente
segue o Canto Supremo e o Soneto Maior.

CONSUMATUM EST

Envolto no sudário terrenal,
Expiando, na cruz, um ideal
Cristo morreu num drama sobre-humano,
Perdido nas traições do peito humano.

Mas ao pulsar do peixe zodiacal,
De Christian Rosenkreutz a São Germano
O Cristo viveria no São Graal,
Até rasgar-se o véu do grande arcano.

E em longos vinte séculos de lutas
Dolorosas, titânicas e ocultas,
Só agora conclui sua epopéia.

Tudo está consumado nesta idade.
-Levanta-te e caminha, humanidade!
Levanta o facho do Senhor Maitréia!



terça-feira, 24 de junho de 2014

VALE A PENA LER DE NOVO


Nos Graus Iniciáticos os Templários ensinavam sete Ciências, a saber:
Gramática
Retórica
Lógica
Aritmética
Geometria
Astronomia
Música
Por isso é que eu sou ainda meio paspalho, meio cego, meio surdo e quase mudo em relação ao iniciado verdadeiro. Por mais que eu faça com o melhor dos meus esforços, sempre lhe falta um pedaço e até aparentemente  falho! 
Nas ciências apontadas, na Gramática mal sei me expressar em linguagem humana, que dirá na linguagem do iniciado! E sem ser também versado e em Retórica, ao que diga ou escreva não tem a beleza que fulge na voz do sábio. Rude, instintivo, o que dizer da Lógica Superior do iluminado? E a minha Aritmética? Ainda relativa aos espaços que me cabem e sem grande harmonia dos traços, não é lá aquela minha Geometria... E de Astronomia só mesmo noções dos sistemas, astros e estrelas e também alguns sonhos astrais, que afinal estão dentro deste nosso universo e isso ouvi, seria o QUARTO UNIVERSO. E então o que sei ou que sou eu?

Mas ainda que rude, assim como pude e mesmo pobre em música, de atrevido rudemente componho e muito mal “canto”, mas quando o cante o cantor de verdade, o meu canto em voz afinada e talento, acho que vale a pena ouvir.
Eu disse, mas nem sei se é em bom dizer meu canto, pois é de verdade meu pranto e não o quero, portanto, por aí a rolar...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

HORA CÓSMICA, HORA DO GRANDE PULO... II


Pronto, futuro Desperto tem uma base bem sólida de fundamentos cósmicos de onde partir, num inacreditável pulo: um quaternário com um corpo, uma alma, e algo que ainda não conhece porque paire... e o denominam de espírito.

Esse será o outro patamar, para onde terá de pular com toda a sua arte, com toda a sua disciplina, com toda a sua busca sincera e honesta, com toda a sua VONTADE.

Pois terá acreditado com reservas na sentença de ter sido feito à imagem e semelhança do criador, mas não se prendeu ao dogma; e como um verdadeiro Iniciado procurou entender onde estava a semelhança.

Esta semelhança não poderia abrir mão dos elementos da Terra, como tal seu corpo, o seu ânimo e a sua rudimentar ferramenta do mental concreto: logo, Corpo e Alma.

E agora? Ouviu que o mundo foi criado em sete dias. E sete tantas outras coisas, que esse número lhe chama atenção e acaba descobrindo, na Teosofia e outras ciências Esotéricas e Físicas com o seu olhar de águia, essa escala setenária, como ponto de partida em sua busca.

Quatro ele já sabe que é; desde a energia mais sutil do mental concreto, a seguir a energia vital e a astral da emoção, agindo no conjunto físico, do corpo.

Faltam três estágios superiores para alcançar o estágio de si mesmo como Desperto.

Estariam no duplo sentido de todas as coisas, e seria essa a lição de Hermes e “o que está em cima é igual ao que está em baixo” nessa mesma razão?

Nesse caso, o corpo físico serviria temporariamente aos dois senhores, ao homem terreno filho das quatro naturezas, já apontadas, e o homem celeste, aquele das três naturezas ainda ocultas.

Bem, nesse caso restariam então as duplicidades ensinadas por Hermes; primeiramente da emoção com todas as suas nuances inferiores de sentimentos e a superior, numa forma de amor universal, ou Bhudi, segundo a escola Hindu.

A seguir e acima da mente racional, com todas as suas vertentes, a mente superior ou também universal, pela qual pensam os Deuses, para resumirmos em poucas palavras.

E finalmente a fagulha eterna de vida, o espírito propriamente dito, ou Atmã, como a mesma escola Hindu denomina, completando os três princípios superiores, que encimando os quatro inferiores formam esse homem setenário universal, feito, agora sim, à imagem e semelhança do criador, com os seus sete universos.

Tudo leva a crer que esta é mesmo a estrutura do homem cósmico, mas o homem terreno é ainda prisioneiro do quaternário terrestre, e seus quatro veículos.

Portanto meu amigo silencioso que aqui vem ler minhas rudes palavras, você é mesmo um ser universal, pouco importa onde esteja neste momento, tanto fisicamente quanto mentalmente.


E muito obrigado pela vossa honrosa visita, à qual espero ter contribuído com alguma coisa, nem que seja com apenas uma vírgula. 

domingo, 22 de junho de 2014

HORA CÓSMICA, HORA DO GRANDE PULO...


Ao atingir o estágio de ser ele mesmo, a independência individual para a qual foi construído o seu ego, obrigatoriamente, em certos momentos o homem terá de ficar sozinho consigo mesmo, na razão também de não existirem dos homens iguais... E para quem não tem o devido entendimento do assunto há de imaginar que o desperto – sim, é Desperto aquele que chega a esse estado – vive numa ilha de solidão, mas não é verdade.

Ao contrário, na mesma razão e medida da sua individualidade a renascer, suas conexões como o universo e naturalmente com o meio se tornam mais vivas e claras; e é por isso que um Desperto nunca está sozinho.

Todavia, nessa construção do Desperto, embora o estado de consciência de cada um de nós tenha muitas fórmulas e escolas, a sentença de Delfos: “homem, conhece-te a ti mesmo” cada dia que passa é mais um dia acrescentado a sua eternidade.

E o conhecer a si mesmo é mesmo o conhecer a si mesmo a partir da compreensão de “quem somos de onde viemos e para onde vamos”.

Em todas as mídias, desde a mais arcaica até a mais moderna nos dias de hoje, nos dizem que somos feitos à imagem e semelhança do criador.

Pois bem, então vamos perguntar: quem é o nosso criador? Deus! Respondem imediatamente, mas se lhe perguntarmos quem é Deus, as respostas são tão absurdas quanto esdrúxulas. 

Depois que as religiões – essas entidades encarregadas de responder a origem de Deus – inventaram o mistério, em seu nome não se responde mais nada, nem precisa, a fé cega não carece de respostas. 

O Desperto, ao contrário faz todas as perguntas e vai atrás das respostas ignorando a fé cega, tanto quanto a ignorância que ela esconde.

E tem como recompensa todas as garantias da natureza, que se desvela ao seu olhar atento, sem as vendas dogmáticas.

Mas a pesquisa iniciada por si mesmo mergulha no mais simples e primário estágio, que diz respeito material ao seu próprio corpo, por onde realmente deve começar.

Ciente dos três reinos anteriores perfeitamente harmonizados em si, desde a menor partícula aos órgãos e ao seu conjunto corpo, que vai “animado,” na mesma razão em que “desanima” e tomba.

Algo cessou, nesse momento. A vida? Mas afinal o que é a vida? Existem várias teorias de que essa vida, além de si mesma depende do ar.

Outros ensinam que não é bem o ar, mas algo mais sutil que ele transporta e seria, poeticamente falando, a essência da vida.

Os hindus, senhores de uma ciência esplendorosa chamam esse hálito de Prana, emanado pelo Sol. 

Já neste ponto, o futuro desperto, que inicia o conhecer a si mesmo, começa a perceber algo estranho que a fé cega não ensina e joga na conta do mistério.

Mas ele já tem certeza que é mais que o corpo; sabe, por exemplo, que um outro corpo vital anima esse que tomba, antes de tombar. 

E ele, não sente? Tem sensações, desde as mais primárias aos mais sutis sentimentos? 

E como ele percebe estas sensações de sentimentos diferentes se não através de um processo analítico, mental?

O futuro desperto começa a diferenciar os seus veículos que já são agora quatro. Fisco, Vital, Emocional e Mental!

Neste momento bate uma onde de humildade, pois ele só se deu conta destas diferenças, mas, quem as engendrou?

Estas formações individuais, tanto para o desperto quanto para o inocente são base desse homem estranho e ainda rude, mas muito bem assentado na sua “casa” terrena.


Esta é, pois a sua plataforma quaternária do homem terreno, através da qual e unicamente por ela poderá ascender ao homem celeste... 

sábado, 21 de junho de 2014

HORA CÓSMICA MARCADA PELOS PONTEIROS DO RELÓGIO. II


Ainda falando de quem deve ser apenas e somente o que é e são todos, absolutamente todos os que devem buscar esse direito universal obrigatório, naturalmente quem deseje ser cidadão integral; mas essa conquista, como todas as outras de caráter pessoal, é pelo esforço de cada um...

Ninguém nem condição alguma artificial logra tal milagre. Claro que isto exige uma estética anterior e não se pode ascender a essa herança sem perfeito ou no mínimo razoável conhecimento não só de si mesmo, mas do cosmo que o rodeia.

Sim, compreendido exatamente assim, como um centro rodeado pelo cosmo. Não, não há nenhum exagero nesta afirmação. Cada pessoa é um microcosmo em torno do qual gira o macrocosmo.

E então é perfeitamente justo que cada um seja de si mesmo o seu norte, o seu guia e senhor absoluto, tendo como supremo dever, depois de ser, reconhecer ao próximo igualmente não apenas esse direito, mas esse ESTADO.   

A luta, entretanto é tremenda! Uma longa jornada já percorrida pelas almas mais velhas trouxe até aqui os senhores de si mesmos, os rebeldes da boa causa; não os confundir com os imbecis dos últimos dias mascarados que depredam os bens alheios, numa extensão do que se pode chamar de desejo oculto de eliminar o outro por uma série de aberrações entre as quais a inveja.      

Outros até insanamente revoltados, por inconscientemente não conseguirem transar com eles mesmos dilacerando seus próprios órgãos... 

Enfim, são aberrações, degenerações e todas as espécies estão sujeitas a essa tragédia, até o diamante duro como não há outro, sofre essa deformação genética...

Mas o mais grave é que, alguns desse limbo caótico ascendem ao poder de algumas nações e escravizam o seu povo, como hoje meio na moda na América Latina à semelhança da escravidão que esses degenerados se auto-aplicam.

Portanto ser cada ser o que é, resulta no fim numa retomada da evolução em patamares superiores, onde se encontram esses divinos e maravilhosos rebeldes, e aquelas aberrações proto-humanas não sobem, e por isso cada gota de justiça e sabedoria que melhore o indivíduo refletir-se-ão no todo humano, ao qual coletivamente se chama nos meios mais cultos espirituais, de MÔNADA HUMANA.

Bem, meus caríssimos e mui queridos leitores amigos de quase todas as partes do mundo, esse tema é deveras inesgotável, porém definitivo.

Há um estágio Supremo que no Sânscrito se denomina SAT CHIT ANANDA. Que se pode traduzir em algo como:

Sat é o Estado Supremo do Ser Espiritual. Chit a Mente Suprema. Ananda
Estado supremo de Bem-aventurança... PAZ AMOR SABEDORIA

Encontrei também essa interpretação abaixo, cujos esses estados seriam alcançados pela récita como Mantra:

Eu estou em Todos e Todos estão em Mim.
Eu Sou Imune
a toda e qualquer crítica.

Eu sou a Paz que prevalece em qualquer ambiente.
Eu sou a Luz que irradia Amor.
Eu sou a Resposta para todas as Minhas Perguntas.
Eu sou a Ação Certa em todas as situações.


É o que desejo a todos os amigos, e muito obrigado pela visita.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

HORA CÓSMICA MARCADA PELOS PONTEIROS DO RELÓGIO.


Sim, meus amigos, seletos amigos que dos quatro cantos do mundo me dão a honra de vossa visita sim, nesta hora meio aflita eu confesso minha luta tremenda para ser eu mesmo.

A cada momento sou assaltado por sentimentos e pensamentos estranhos que não são meus; passam por minha memória como intrusos.

Grande esforço eu tenho feito para evitar essa influência externa pois no fim é falsa.

Sim, meus queridíssimos amigos que neste modesto blog vêem diariamente me visitar, nem imaginam o sentimento de profunda gratidão por essa vossa gentileza e amizade, que de alguma maneira percebem a minha luta para ser eu mesmo!

Todas as pessoas têm esse direito sagrado e universal, serem elas mesmas sempre, ainda que em certas faixas de vibração existencial tenham de se indispor com alguém para manter integras as suas individualidades. 

Quanto aos amigos, sei que não são muitos, sequer vossos nomes eu sei, mas dos quatro cantos do mundo aqui vindo, hoje muito especialmente depois de beber três latinhas de cerveja e ficar mais livre e leve vos revelo claramente que eu quero ser só eu!

E se precisasse ficar de joelhos diante do Rei do Mundo a quem sirvo, de joelhos me postaria com muito honra, mas não é o caso.

O Rei do Mundo não exige de sua prole submissão de joelhos. Ao contrário, clama do silêncio eloquente em todas as vozes verdadeiras da natureza: “Levantai-vos filhos da Terra, do Sol e da Lua e celebrai a vida simples que recebeis pelas narinas!”

E eu só quero ser e viver isto e agradecer vossa honrosa vista, que das mais distantes paragens do globo aqui vindes em nome da amizade amalgamada livre e sem qualquer interesse, sabem agora com mais certeza que eu só quero ser eu mesmo, como sou e cada vez mais de menos desejo precisar!  Leve e descalço é como quero ir de volta à natureza!

Saibam os meus amigos virtuais que até com o vosso silêncio aprendo muito convosco. 

Por isso obrigado, queridos visitantes, OBRIGADO! 



quinta-feira, 19 de junho de 2014

NUM INSTANTE MÁGICO O HOMEM FECHA OS OLHOS E APAGA


As estradas e as carreiras deste mundo vão todas pro mesmo lugar. Estradas e carreiras rasgadas pelo homem, diga-se, depois faz uma lápide, “aqui jaz, aqui veio tombar”.

Todo sonho que sonhou todo o tempo que viveu e se teve alguém por ele, numa tumba o encerrou.

E nesse ponto mutável, nessa junção de um encontro, um que vai daqui pra lá, outro de lá pra cá vem.

Nesse mercado fiel, ninguém vende o que não tem, seja amargo de fel ou de mel doce também.

E mesmo sem cotas de haver, mesmo sem cotas devidas, chego a hora de adeus dizer, na hora da despedia.  
  
Hora fatal, inevitável, ora mesmo ao fim da vida, onde o valente se dobra e o fraco se alivia...

Pois que viver é assim, toma-se emprestado um ar, depois, sem pagar com o ar que nos é cortado, com ele, cortada é a vida.

E aquela que pintou com muitas cores, quem pintou com som e viu lá na frente pintado o sonho que só ele viu, desvaneceu sem dor e também morreu.


E as estradas e as carreiras que são carreiros cá na terra das estrelas, também passam, também tombam se não há mais aqui quem sonhe se não há mais aqui quem olhe. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

ALMA HUMANA


“O que seria de mim, se a minha alma não fosse simples como os lírios do campo?”

Há momentos em que se baixam todos os ânimos, se despedem todas as vestes, e se algum resquício de vaidade resistir, um riso irônico no canto da boca dará ao rosto uma configuração menos sisuda, com falsos ares de alegria.    

Nada, todavia que se possa chamar de estado pacífico. Melancólico talvez descreva melhor o que se passa na alma da gente nesse momento.

Fosse a alma uma máquina ou até mesmo um órgão mensurável e previsível, a psicologia poderia muito bem ser uma área da ciência médica. Mas como às ciências impera a pesquisa e a experimentação, estatísticas e tabelas devem ser evitadas por razões inimagináveis e possibilidades da alma humana.

Chego a pensar coisas estranhas a respeito dessa técnica, devido o livre arbítrio das pessoas, levando em conta o instinto de imitação entre os menos favorecidos mentalmente, e diante do que é de fato a alma – razão e emoção – e a veste onde ela está assentada chamada de corpo astral, fabricado de matéria etérea, para alguns psiquiatras e psicólogos ainda reticentes quanto à sua natureza, como se fosse possível existir alguma coisa sem um, digamos vaso, ou corpo onde se assenta. Os hindus chamam de ANTAKARANA, tanto como veículo, quanto como canal de comunicação...

Como então alguém pode tratar um sintoma de algo que sequer acredita ou não sabe exatamente o que é?

Tateando no escuro, naturalmente, como vai tateando e servindo-se das tais estatísticas e tabelas.


Com técnica e empenho de alguns abnegados pesquisadores seguirá em frente e haverá de se tornar um ciência de fato...  

terça-feira, 17 de junho de 2014

ÁGUA


Parece que os cientistas encontraram a grandes profundidades, três vezes mais água do que em todos os oceanos da superfície. 

E a Terra, que é um grão de areia no oceano sem praias, é ainda um mistério para o homem esclarecido que caminha sobre ela!

Mas, milagrosamente nada há desconhecido para certas pessoas sem esclarecimento nenhum, que afirmam conhecer e até oferecem Deus, aquele que é o criador não só deste grão de areia e dos homens que andam por cima dele, mas de todos os universos!

E eu que nada sei, fico pensando o que fazer com esta minha obtusidade e ignorância?

Claro que acredito, não só o nosso universo com todas as suas galáxias geridas por Leis Universais, mas também todos os universos e todas as partículas desde a menor, a de Bóson, até a maior concentração de energia que deve existir no núcleo de uma galáxia.

Imaginar quem gerencia todo esta grandeza imensurável, é humanamente impossível; que dirá compreender e até dar nome? Mas que seja Deus, vá lá que seja Deus o nome! Porém, compreendê-lo e andar por aí a oferecê-lo, é antes de uma fraude sem tamanho, uma incalculável ignorância; só não sendo maior por não caber muita ignorância nessa mentezinha de botequim. Botequim no sentido de copo mesmo, que é mais ou menos o formato da cabeça desse homo sapiens. 

Por outro lado, é interessante ver o homem brincando de coisas sérias, a pensar como se fosse adulto, dentro de seu cercadinho que vai quando muito até as fronteiras do sistema solar.

Mas estamos por aqui, e ainda que absolutamente limitados ao chão pela gravidade que recentemente descobrimos, num hiato de tempo cumprimos nossa etapa de vida e voltamos ao pó.

E então? Viva a arte, a poesia, a música e tudo que torna mais bela esta ilusão de que somos eternos, e os reis desta desvairada romaria!

Eu pessoalmente, estando numa grande metrópole, viajo mentalmente ao menor cantinho da minha infância, lá na pequenina aldeia! 

E a minha melhor arte, acredito eu seja a minha humilde maneira de sentir saudade.

Sim, saudade, só saudade por não ser capaz de pensar nem sentir grandes temas metafísicos nem filosóficos, nem mesmo os de caráter corriqueiros do dia a dia que exijam grandes lucubrações mentais abstratas, nem talvez as concretas!
 
Gostaria sinceramente de contribuir com alguma coisa que acrescentasse ao outro, gostaria sim. Para mim mesmo não vale a pena grande entendimento nem descobertas. Abdiquei de querer ser grande... 

Mas como a imaginação cria e pode servir, além da saudade ensimesmo-me com as questões mentais relativas à anulação do sofrimento, por saber não estar sozinho, onde quer que me encontre e há mesmo sofrimento.  






segunda-feira, 16 de junho de 2014

O GRANDE EMPRESÁRIO


Glosando o mote da televisão canadense, porque “o deus empresário” criou o mundo em sete dias, mas no sétimo não descansou enquanto não se reuniu para decidir o destino do planeta, quando fora transformado em mercadoria...

A primeira a entrar na cesta foi o fluido essencial à vida, que a natureza faz brotar pelas grotas puras e de graça, mas que deve ser poluída pela máquina, sendo depois razoavelmente tratada e vendida a quem a poder pagar...

A Segunda foi o produto que a MONSANTO tomou posse e transformou em moeda de sementes transformadas geneticamente; e em seguida, porque fosse pirataria objeto de policiamento feroz em cima dos agricultores convertidos em seus escravos... Sem estar claro também o fato se causa ou não mal ao meio ambiente...

A terceira é a mais moderna mercadoria, cujo produto, a Bio Genética sob o comando do grande senhor empresário está ao alcance de quem poder arcar com os custos...

A Quarta é aquela derivada do absoluto fracasso em que se transformou o serviço público, restrito à capacidade de arrecadar impostos e taxas e em gastá-los com as oficiais corrupções... Sem prestar os mais primários serviços de educação, saúde e segurança....

A Quinta é o que hoje representa a mais cruel forma de lucro exorbitante, obtido pelos laboratórios farmacêuticos, onde nem a vida nem a saúde fazem parte de suas pesquisas... E muito menos de seus objetivos.

A Sexta é a saúde pública, a cargo das instituições, e que não carece comentários, devido os fatos, as mortes e as filas falarem por si.

A sétima reúne todo o produto do planeta, ao qual a divisão entre os GRANDES já foi acertada... E o bem comum que deveria resultar da união do povo com os governos e grandes empresas, foi substituído por aquilo que as palavras piratas e malfeitores encerram e definem...

E assim transformou-se o planeta num grande bolo, recheado de elementos essenciais e vitais à vida, mas tornou-se um grande e fraudulento negocio gerido pelo grande empresário, cujo alvo, custe o que custar, é exclusivamente extrair o maior lucro possível.

Pensar que os elementos nos são fornecidos pela natureza, fica no ar a grande pergunta: quem conferiu o direito a este grande senhor de vender o que a nós e só a nós pertence de graça? Isto no caso do grande empresário! Já com referência ao governo, quem lhe dá o direito de cobrar taxas e impostos sobre tudo, exceto talvez ainda não do ar, mas que não é capaz de evitar enquanto legislador e executivo de mantê-lo puro?

E sem prestar o mínimo em serviços essenciais, ainda pune os desgraçados miseráveis, se não tiverem com que pagar suas licenças e taxas para viver! Ah, mas o dia em que este povo despertar e descobrir a força que tem ninguém o segura! E essas drogas de governozinhos, assim com o grande empresário, que se cuidem!


domingo, 15 de junho de 2014

COPA DAS COPAS


Os brasileiros de bem, que pagam impostos e não recebem nada em troca, na abertura da copa mandaram a presidente tomar algo no monossílabo tônico terminado em u. Seus defensores saíram a campo de armas na mão atacando e desqualificando essas pessoas, como se fossem animais, as elites reacionárias, alegando que eram os ricos paulistanos, e até concordo que um “fora dilma” seria suficiente, mas nas outras arenas vem sendo oferecida a mesma coisa com o monossílabo, e aí, são os paulistanos ricos?

O ditado popular ensina que, “quem semeia ventos colhe tempestade”. Por isso, esperavam o quê! 12  anos agredindo as leis, cuspindo na constituição, assaltando as instituições publicas, amaldiçoando quem não é de sua gang chamando de reacionários, aos gritos dizem odiar a classe média, que paga a conta, inclusive a grana que eles carregam às carretas que deveria ser para a educação, e naturalmente por lhes faltar não só educação, mas saúde, transporte público, segurança e estarem cansados de mentiras e roubalheiras demonstraram o seu mais legítimo direito democraticamente sugerindo essa experiência à figura da presidANTA, não à mulher no referido órgão do monossílabo tônico terminado em u.

E por enquanto está deveras suave e muito barato! Na revolução francesa cortaram-lhes as cabeças.

Mas como os tempos são outros, por enquanto o monossílabo tônico terminado em u vai quebrando o galho, com tendência de subir o tom cada vez mais até quem sabe explodir num coral a milhões de vozes, que ecoará até no silêncio

sábado, 14 de junho de 2014

TEMPO


Na minha juventude dancei todos os ritmos, em quase todos os fins de semana, prolongados. Só me esqueci de tirar o tempo para dançar comigo para olhando em seus olhos lhe perguntar da juventude, mas ele passou desdenhando de mim e me envelheceu.

Hoje de soslaio e envolvido de uma brisa amena, de vez em quando me olha com o rabo dos olhos; e disfarçadamente como quem quisesse dar-me um exemplo ou mesmo um conselho, agita as folhas amarelecidas e as derruba ao chão.

Eu entendo perfeitamente a mensagem desse meio desdenhoso tempo, mas ele é compreensivo e não aponta as marcas no meu rosto da sua passagem por mim; nem eu o culpo por nada, porque não tenha consciência do mal que me faz.

Passa correndo, seu ritmo é esse de passar correndo sem olhar para trás, mas foi absolutamente cortês comigo um dia deixando-se ver o futuro envolvido pela brisa perfumada, quando seria primavera, retornando ainda com as cores e perfume, ao presente outono.

Demonstrou grande apreço por minha pessoa, coisa de que não tenho noticia de amigos que tivessem gesto semelhante, nem solidariedade; mas aprendi com ele certo desdém, pois também a ele ninguém presta atenção quando passa!

Mas de todas as coisas, das quais o tempo dispõe, à memória ainda conserva sob a minha custódia; e à saudade mantém cada sempre viva; ainda que ironicamente seja alimentada de lembranças não exatamente mortas, mas já passadas, de modo que sempre leva quando vai embora um pedaço da parte que hipoteticamente me pertencera.

As coisas idas e passadas é verdade que as leva, porém nas mortas é que reside a raiz mais profundamente viva, e daí nasce estranhamente a essência melancólica do canto lírico!

Essa doce e irremediavelmente triste canção da saudosa alma humana que partiu tecida de tédio e recordação, quando bem cantada remoça o coração de quem ouve, embora irredutível envelheça o rosto e as mãos, que pela ordem é onde mais agudas são das rugas; e também a incerteza e falta de destreza,  mãos trêmulas.

Homenagens não há que chegue para agradecer o tempo, esse impostor que mesmo não existindo transforma e promove a reforma das instituições, enquanto não for possível extinguir algumas pessoas que nelas parasitam.

Outras nunca deveriam ser instituídas, principalmente onde em congressos se reúnem simulacros de homens que se dizem políticos e umas poucas, para não dizer pouquíssimas entidades e fundações, razão pela qual nunca deveriam fechar as suas portas, nem deixar de existir, para que de eterno fossem revestidas e o tempo não pudesse levar seus tesouros com a marca do homem não simplesmente grande, mas homem, apenas homem.

Mas em razão dessas memoráveis e veneráveis calo-me. Já diante daquelas outras numerosas e quase malditas instituições eu dissesse aos seus mentores que certa vez tirei o tempo para dançar, essas “pessoas” inconscientes da sua não existência acreditariam, devido à necessidade de um motivo fútil para negá-lo depois.

Pois quem não sabe que o tempo não existe não o vê, nem sabe que ao passar pode até soprar e se esconder no vento para limpar a velha árvore despindo-a das folhas mortas que reviverão para adubar o velho e mal tratado chão, coisa que os vendilhões do templo e do tempo nem percebem. Ao contrário deste rito simples e honesto do tempo e da natureza, pelo uso espúrio constante que fazem deles se perpetua a mentira, para dar eternidade ao tempo já morto e ao falso homem que atormenta o verdadeiro.


sexta-feira, 13 de junho de 2014

RETRATO PRETO E BRANCO (Marrom)


Conversando silenciosamente com as notas de um jornal velho, constatei que as arcaicas sanhas eram já bem parecidas com os últimos códigos políticos modernos.

Os termos suavizados pelos editores não escondiam por detrás as personagens embrionárias que viriam a se tornar as atuais hienas ferozes; e as intenções mauras nas suas palavras demagógicas em tom suave, revelavam aquele tempo a razão de hoje tantas crianças desnutridas e filas intermináveis de desamparadas vítimas da saúde pública, movendo-as às lágrimas em desespero.

Mas o que mais me chamou a atenção foi sem dúvida a cara de alguns, que mesmo sem fotografia escarneciam rindo e prometendo, e um com fotografia ainda jovem, barbudo sindicalista, parecia trazer escrito na testa o que viria a revelar-se depois.

O jornal de tão velho amarelou pálido, e já prurido remeteu-me ao velho código de Hamurabi, do qual trazia umas notas em referência a um passado há muito sepultado, quando a justiça tardava, mas não falhava.

E a velha igreja de Pedro que em outra nota rememorava não a de Roma, mas a de certo tal não se sabe o quê de uma estranha igreja recém lançada no mercado, àquela altura, e hoje já meio vovó convertida em palácio de mármore por fora, e falsidade e traição em ouro por dentro...

Semelhante a tantas que ora abundam para todos os níveis, e de preferência para os sem nível nenhum...

Não foi possível folhear todas as páginas, devido os altos índices de ácaros e outros fungos, inclusive os abstratos que as notas revelavam; mas como a primeira página trouxesse quase todos os assuntos de suas páginas internas, por osmose e dedução vi quase tudo escrito em preto e branco, ou melhor, dito preto e marrom escuro...

Lamentei deveras a sorte daquele velho jornal, por tamanha carga de vermes e contaminação. Mas refiz meu juízo, pois se tratava apenas de um papel escrito com as já letras frias mortas, embora tão vivas quanto opostamente as mortes que causaram revelassem em abstrato as nunca dantes vistas tão concretas neste país de hoje!

Escondidas devido o tempo já sepultado, as vítimas continuam insepultas... Enquanto muitos algozes ainda vivos riam como caricaturas políticas de todos os tempos, tais como as de agora dissimuladas, falsas e corruptas às gargalhadas de ironia.


Para espantar-me de vez e salvar da ruína total aquele velho jornal, quase milagrosamente no canto esquerdo inferior lá estava a redenção suprema daquele velho matutino, numa pequena nota: “Concerto número vinte e um de Mozart”, ainda que, um comentário deveras inútil dizia que “duzentos anos depois da sua morte não fazia diferença se o Gênio Mozart havia composto sua primeira sinfonia aos oito anos”... Bem, isto não merece nem comentário. O fato é que, de repente, Mozart e outros poucos desta magnitude existiram, e a sua música eternizada está em variadas formas de registro. Inclusive no velho e decadente jornal, tão cheio de corrupções e ácaros. E como um lótus numa ilha de fungos, sobressaía-se em pequena nota a magnífica imagem do grande Mozart, para acalentar-me, ainda que minimamente, quando o desalento já me tombara pelo desgosto.   

quinta-feira, 12 de junho de 2014

COPA DAS COPAS


Hoje começa a copa das copas dos caras de paus, e de várias seleções do mundo também. Futebol com bola rolando, como dizem os narradores, supondo que seria possível futebol com bola parada.

Claro que o Brasil é pródigo em criatividade, inclusive com a bola nos pés, outra pérola nacional, ainda que o vôlei, o basquete, e  o handebol sejam jogados com a mão.

Mão, todavia nesta copa é sinônimo da maior MÃO da metida de mão que o planeta terra já assistiu, e criaram até doze arenas, que estádio de futebol soaria muito comum, num país tão incomum quanto a sua classe política, dos últimos doze anos; e de aí, talvez, só talvez as doze arenas, sob o signo desse treze, sanguinário.

Temos também o PAC, que originalmente teria servido como sigla de Plano de Ataque ao Cofre, criado e executado pela atual presidente da republica, muito bem sucedido, por sinal, pois a realização, seguindo à risca o Plano da atual presidente, culminou em absoluto sucesso; e o assalto ao Cofre do Ademar de Barros, então governo de São Paulo, lhe rendera cinco milhões de dólares.

Temos também um ex-presidente semi-analfabeto, que quase nunca trabalhou, nunca leu um livro, nunca disse uma verdade, nunca honrou um cargo que tivesse ocupado, nunca foi capaz de tocar qualquer coisa sem que imprimisse a sua mácula, mas certamente obrou... tanto no sentido metafórico quanto no real sentido nos símbolos nacionais, sagrados, Constituição e Bandeira Nacional.

Obrou também, por incompetência, não mudar nada às diretrizes deixadas pelo governo anterior ao seu, e isso foi positivo, pois enquanto duraram as coisas boas o país andou, o país prosperou, ainda que sempre na rabeira dos outros, e aí surfando nessa onda de sucesso, deixada pelo governo anterior elegeu essa senhora, dona do PAC, que seguindo a mesma cartilha e índole obrou no país inteiro.

Logo mais, quando a bola rolar ouvir-se-á um grito. Vamos aguardar qual será o grito, mas não importam as palavras desse mantra, será um grito de socorro.

Sim, o país está cansado de mentiras, cujas verdades do noticiário assustam quando com ênfase anunciam que a guerra civil no Oriente Médio já matou 170 mil pessoas, em 3 anos, e aqui entre desastres nas estradas todas esburacas 50 mil mais 55 mil assassinatos ao ano somam 105 mil brasileiros, em tempos de paz. Mas os apresentadores não dizem nada.

... 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

À JANELA (revsista)


Não sei por que ingenuamente pusera-me assim à janela a ver passar quem aqui não anda!

Imagens difusas, quase sem forma passavam correndo e eu sem saber por que me pusera à janela a vê-las.

Mas foi só um hiato de tempo; em seguida me recolhendo aos meus régios aposentos, ainda que muito humildes, mesmo pobres, embora de uma pobreza singela e muito boa estética, que se pode até chamar boa pobreza a quem a riqueza a empobreceria. Por isso são deveras régios e honrados por mim unicamente habitados com elevado orgulho.

E ao perceber esta condição única e por estar onde estou de repente deixei de olhar lá fora e passei a olhar para dentro.

E ainda que não seja dentro a eterna morada, certamente é um lugar do qual ninguém guarda lembrança, por não ter semelhança em gênero, cor ou credo com alguém já conhecido, que jamais poderá me acusar de lho roubar ou que o vou a imitar.

E já agora, aconteça o que acontecer, sem medo de andar aqui, habito-me plenamente e não há nada igual à minha régia residência, e me regozijo com dupla gratidão, ao ver lá fora cada ser humano também com a sua regia residência igual à minha.

E foi dessa perspectiva que ainda há pouco quando à minha janela passava um sem fim de gentes com gestos largos e palavras graves dizendo coisas incompreensíveis, ignorando suas moradas.

E por essas vozes e gestos nem lamento a minha janela apenas entreaberta, pois ao que tenho visto através dela muitas coisas já nem existem ou já nem as desejo ver!

Por isso não lamento a falta de floreiras nem vasos e até estou satisfeito por ter só uma simples janela apenas entreaberta.

Todavia quem poderia imaginar minha janela solta no espaço instalada aberta ou fechada? Evidentemente tenho que ter já uma casa!

Mas reafirmo e faço questão que seja a minha casa humilde, pois de meus régios aposentos cumpre muito bem, sou-lhe grato e fico honrado por isso.

Sim, com todas as premissas vivo ainda, tenho sim uma casa e até caminho com ela onde quer que eu vá!

E quando às vezes valha à pena levantar-me ergo-me de meu trono de pedra, que se encontra no centro de minha casa, para receber quem desejo ver.

Já houve um trono ornado de marfim e outro de cristal, mas nessa época eu ainda nem existia; e é-me então falsa a idéia de um trono de marfim ou de cristal.

Embora eu creia em um único trono mais refinado que esses, mas falar aqui desse trono é impossível por ser único.

Pois sendo único, como descrevê-lo? Se não existe outro para se fazer uma analogia com parâmetros?

Embora a maioria deseje para si um trono pessoal de ouro, e por essa razão nem imagina exista o ÚNICO, e por essa razão nem vale a pena falar mais disso e encerrar o assunto trono é o que urge e rege que se cumpra.

Voltando aos meus aposentos móveis, tem um par de pés e não descalços vão me levando às vezes sem eu querer e sem saber para onde e o que é melhor se é ir descalços ou calçados com os esses meus pés, com os quais nem sempre uso para movimentar-me, equilibrado nas duas colunas psíquicas com ressonância nos ouvidos...

Ah, mas deveras as mãos é que realmente surpreendem! Tanto as metafóricas quanto as de carne com luvas de pelica revestidas ou não, pouco importa se de cromo alemão, ou de algum outro paraíso fiscal sem nome nem identificação, ou se rudes e calejadas mãos trabalhadoras e vazias tais as minhas!  

Irrequieto, este meu móvel edifício não cansa de à toa andar e me levar por aí, mesmo quando sentado deito a minha cabeça sobre o ombro esquerdo, quase dormindo.

Irrequieto e solitário, cada vez mais solitário em razão do já desgastado físico, que operando constantemente profundas transformações o desfiguram, tornando-o quase irreconhecível a quem o conheceu na juventude.

Mas como eu vou dentro dele, chego a divertir-me observando as pessoas titubearem ante a dúvida de quem dentro de casa se encontra agora...

E quem nunca experimentou semelhante espiada, olhando do lado de dentro para fora? Experimente e surpreender-se-á com as atitudes e comentários das pessoas que passam olhando...

A maneira mais interessante e que é possível adotar-se para ficar dentro a espiar é aquela dos pesquisadores de animais, que se escondem dentro das espias camufladas...

É evidente que as pessoas sobre a nossa observação têm atitudes diversas e algumas agem um pouco diferentes dos animais.

Mas outras há que excluindo a voz, a semelhança aumenta muito e até ofende os animais com semelhante comparação.

Entretanto, agradabilíssimas surpresas também se teem, com a maioria das pessoas gentis; essencialmente boas fazem comentários admiráveis de grande apreço e respeito humano, e revelam denodado espírito de amor ao próximo.


Vale, só por isso, semelhante experiência porque estas pessoas façam renascer em nós, não se sabe de onde vinda renascida, a esperança.

terça-feira, 10 de junho de 2014



Em homenagem ao dia de Portugal e de Camões, minha singela celebração.

Tenho imenso orgulho de pertencer a esse povo realmente humilde, que foi capaz de fazer com pouco o muito, e do mais legítimo e original uso do desenrasco conseguiu ir onde ninguém ao seu tempo foi.  

PORTO GRAAL

Senhor, que lugar magnífico é esse, que nos deu
O primeiro Afonso também chamado Henrique,
E outro também Henrique chamado Infante,
Que olhou o mar e ordenou dizendo que não fique
Encoberta a terra de perto, nem a mais distante?

Senhor, e o Condestável do reino, aquele gigante,
Que, de repente o “quatro vezes grande” pôs a fugir,
E a nação mais forte com um novo norte daí em diante
Novas terras e gentes os seus almirantes foram descobrir,
E ao escuro errante e tudo à sua frente fizeram colorir?
                                                                                          
Senhor, e que nos diz do Grande Luís de Camões,
Do estilista mor da língua, Eça de Queiroz,
Do grande poeta iniciado Fernando Pessoa,
O Padre Vieira e a sua canônica e lírica voz
Cuja sua rara prosa pelo mundo culto ecoa,
Entre tanta gente séria e pessoas tão boas,
Que raça estranha é essa que a terra cultiva e povoa?

Ah, a Severa, o Hilário, a Amália que encantam,
E o fado que cantam saudade eterna, da eterna Lisboa!

Senhor, que lugar é esse de terra tão generosa e tão boa,
Do queijo de leite de ovelha, chamado da Serra,
E a Serra da Estrela no cume mais alto dessa nobre Terra,
Onde a águia esperta olha e lá no alto voa,
Senhor, que lugar é esse a quem Deus abençoa? 

E o cavalo Lusitano, o vinho e o Vinho do Porto,
E um destino incerto, mas seu destino é qualquer um porto?
Senhor, que lugar é esse que à alma oferece a paz,
Ao coração compraz e ao espírito o supremo conforto?

- É a Lusitânia Pátria, aonde vim fazer o meu seguro PORTO!
Disse o Senhor, e fez sinal para que mais nada perguntasse,
- Que é vivo o Graal, disse, não corpo mortal que se enterrasse!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

RITMO




Distanciei-me de tudo correndo, mas não cheguei a lugar algum, porque me atrasasse perdido entre umas nuvens, que haviam descido rentes à terra.

E não era o nevoeiro que envolvia os vales nem a serra nem o horizonte da cidade, mas umas nuvens espessas de fumo que se desprendiam da boca dos canhões, que faziam guerra.

Guerra de palavras, guerra de classes, guerra com fogo, com paus, com ferro e da pólvora, guerra de todas as formas e preços, que em salvas tremendas estouravam meus ânimos e nervos.

Depois acordei e vi outra guerra. E outra vez, porque me atrasasse enquanto dormia sobressaltado, acordei com os pesadelos das feras, mas em estado de vigília estranhamente contaminado pela demagogia, completamente anestesiado.

Vi então a guerra lá fora na rua, e minha cabeça completamente aturdida e a minha alma absolutamente nua; só o meu coração batendo é que ainda estava vestido de corpo.

Mas batia muito forte de incerteza e de pavor. E é assim que em guerra em estado de vigília quanto a sonhar o meu destino é ver o mundo ir à guerra sempre a guerrear!

Parece ser mesmo o meu castigo ver os dois mundos irem à guerra. Pois se nem durante a noite cessa a luta no astral, o que dizer deste lado da moeda onde brigam tanto pelo bem, quanto pelo mal?

E não é que brigam e guerreiam por quimeras, em nome do suposto meio bem, que é qualquer quimera rude sem importância igual ao outro meio mal!

Ou seria contra o inteiro bem que brigam pelo inteiro mal? Mas não tem jeito e de todos os quebrados fazem arte e a oferecem de ao outro com a sua melhor parte...

E assim para que todos se fartem e se acalmem fazem guerra no céu, na terra, na rua e no mar; em toda parte fazem guerra, eternamente o mundo anda em armas a guerrear.

Não poderia mesmo sonhar com outra coisa, em ambos os mundos! Se os profundos seios tanto do céu quanto da terra estão sendo por feras bombas bombardeados, com o que poderia eu sonhar?

Não por isso posso justificar o meu atraso nem este meu caminho incerto, desconhecido e confuso. Não por isso!

Ao meu percurso pessoal sempre pensei percorrer depressa; todavia com o que trago e vou me arrastando por aí, sigo lento e sempre tardo. Ah se não houvesse tantas nuvens e quimeras!

E se de tanta fumaça tantas curvas não vingasse tanto mal, não haveria tanto o que me atrasasse!

Mas bem pior que guerras nos dois mundos e de todas as formas desencadeadas, são as quimeras por se vai á guerra!

Igualmente ferozes e infames são as pedras, que em nosso telhado e nossos ouvidos jogam por ofertas em nome do mentido bem, que é mal, gritado ao preço vil do dia!


Tão eloqüentes são as vozes eletrônicas que concorrem entre si nos dias de pagamento, que é esta a mais infeliz guerra, ainda que permitida por uma lei fora da lei!